
Realizado na FIESP, evento reuniu gigantes da indústria e órgãos governamentais e internacionais, evidenciando que a eficiência e a sustentabilidade do setor dependem da capacitação técnica contínua, impulsionada por iniciativas como as do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH).
No dia 23 de junho de 2026, a capital paulista foi o centro das discussões sobre um dos pilares mais invisíveis, porém vitais, da saúde pública e da economia: a cadeia de frio. O Auditório Nobre da FIESP foi palco do VII Seminário de Refrigeração Comercial e Industrial, que trouxe como tema central a “Refrigeração Aplicada à Segurança dos Alimentos”.
O encontro presencial reuniu engenheiros, técnicos, gestores e líderes de gigantes do mercado, como JBS/Friboi, Nestlé e Heineken, além de especialistas como os do SENAI e da Coldblock/Assaí Atacadista. Durante as palestras e mesas redondas, um ponto foi unanimidade: a refrigeração comercial e industrial vai muito além de “gelar” produtos; ela é a espinha dorsal da segurança alimentar mundial.
Da indústria ao varejo, passando pelo controle de temperatura no transporte, os debates mostraram como a refrigeração protege os alimentos, evita o desperdício e perdas financeiras, garante a conformidade com normas sanitárias e impulsiona a eficiência competitiva das empresas em uma nova era de tecnologia e dados.

Na foto (da dir. para a esq.): Stefanie von Heinemann, Consultora e Gerente de Projetos da GIZ; Frank Amorim, analista ambiental do MMA; Priscila Baioco, vice-presidente da ABRAVA, e no evento representando o presidente Leonardo Cozac; Mauro Gomes, presidente do Depto. Nac. Refrigeração da ABRAVA; Edgard Neto, especialista técnico do PNUD, David Fernando Marcucci Pico, especialista técnico da UNIDO; e Luiz Alberto Villaca Leão, vice-presidente do Depto. Nac. Refrigeração da ABRAVA.
A Importância da Qualificação, o Meio Ambiente e o Papel do PBH
Apesar de as tecnologias de ponta e os equipamentos modernos, como os com fluidos refrigerantes naturais (Amônia, CO₂ e Propano) terem sido muito abordados no evento, diversas palestras e painéis trouxeram à tona uma realidade inegável: a tecnologia não opera sozinha. O sucesso e a segurança de toda a cadeia dependem de mão de obra qualificada, de engenheiros/as, operadores/as e técnicos/as que precisam ser capacitados/as.
O mercado atual exige profissionais preparados para lidar com os novos fluidos refrigerantes, eficiência energética e normas ambientais rigorosas. A importância dessa agenda climática, ressaltada no discurso de Priscila Baioco, vice-presidente da Abrava, no início do evento, e de capacitação de pessoal, muito abordada pelos palestrantes, foi endossada no evento pela presença de importantes atores institucionais. O seminário contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ); do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e da UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial), entidades fundamentais e atuantes no âmbito do PBH.
Para que supermercados, indústrias e frotas logísticas consigam alcançar a excelência operacional e as metas de sustentabilidade discutidas no seminário e apoiadas por essas instituições, o treinamento da equipe técnica na ponta é o primeiro passo. Profissionais do setor que buscam se alinhar a essas altas exigências do mercado contam com um forte aliado: os cursos gratuitos e especializados oferecidos pelo PBH (veja cursos).
O balanço do VII Seminário — realizado com o apoio da ABRAVA, SINDRATAR e diversas outras entidades do setor — deixa uma mensagem clara: a união entre a adoção de tecnologias eficientes, o compromisso governamental e internacional, e a capacitação técnica contínua é a única rota segura para o futuro da refrigeração. Um futuro que protege o alimento que chega à nossa mesa e o clima do planeta.
Destaques da Programação | Palestrantes do VII Seminário:
- Eduardo Macedo – Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves: “Estamos ampliando os cursos de refrigeração para 20 unidades SENAI no Estado: De cada 100 alunos formados, 95 trabalham na área!”
- Walter Murback – JBS/Friboi: “O frio nas substitui as boas práticas na indústria, ele sustenta o controle depois delas!”
- Mauricio Barbosa Jr. – Coldblock: “Precisamos de profissionais mais qualificados e comprometidos na refrigeração!”
- Mauricio Barbosa Neto – Assaí Atacadista: “A boa manutenção preventiva pode aumentar a vida útil das instalações (de refrigeração) em 50%!”
- Lucas Fugita – Depto. Nacional de Refrigeração da ABRAVA: “O impacto dos fluidos refrigerantes: da perda de produtos à contaminação direta.”
- Viviane Cremaschi – SENAI: “Mais treinamento e conscientização: é preciso apoiar os jovens que optam pelo setor AVACR!”
- Raphael Kanzler – Thermo Star: “O transporte é o elo mais fraco da cadeia do frio. Mas é ele que protege o produto até chegar ao consumidor!”
- Roberto Meira Jr. – Nestlé: “Um dos temas mais desafiadores é a refrigeração. Temos o nível de exigência e criticidade mais alto, para garantir a robustez técnica nos serviços industriais!”
- Fabiana Borrego – ChefNutri e Geluk Academy: “A refrigeração é um super aliado do food service (restaurantes, etc.). Mas quase ninguém faz manutenção preventiva!”
- Marcelo Rondina – Heineken: “50% do custo com energia se deve ao sistema do frio. Manutenções frequentes reduzem esse custo e fazem a diferença!”
🔗 Assista à íntegra do seminário no canal da ABRAVA no YouTube.
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Por Susana Ferraz, assessora de Comunicação da GIZ para o PBH (jornalista responsável pelos conteúdos neste website e nas mídias sociais).
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