
Com o aumento das temperaturas globais e o desafio das ilhas de calor urbanas, o Brasil deu um passo decisivo para enfrentar o estresse térmico. No dia 9 de março de 2026, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou a abertura oficial do processo de elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR Brasil), cuja construção prosseguirá nos próximos meses.
A metodologia utilizada neste Plano segue o modelo desenvolvido pela Cool Coalition, iniciativa liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) que promove soluções sustentáveis de resfriamento em escala global.
Visão da ministra
Durante a abertura do processo, a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o resfriamento não é mais apenas uma questão de conforto, mas de sobrevivência e desenvolvimento:
“Nós temos mais de 20 milhões de crianças e adolescentes estudando em escolas não climatizadas. Temos milhares de comunidades periféricas que não vão conseguir sobreviver ao calor extremo. É preciso criar mais espaços públicos climatizados, otimizando os recursos de engenharia. O PNAR é fundamental para garantirmos que o Brasil cresça com eficiência, protegendo as populações mais vulneráveis ao calor extremo e cumprindo nossos compromissos globais de descarbonização.”
Compromisso com o Protocolo de Montreal
O PNAR Brasil está intrinsecamente ligado aos compromissos internacionais do país. Durante o evento, o Secretário Aloisio Lopes Pereira de Melo, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima, reforçou a importância do alinhamento técnico do Brasil com as metas globais do Protocolo de Montreal e da Mudança do Clima:
“O Brasil tem uma trajetória de sucesso no cumprimento do Protocolo de Montreal. Com o PNAR, reforçamos nossa estratégia não apenas para a eliminação dos HCFCs, mas também para a redução progressiva dos HFCs. Além disso, temos o Plano Clima, principal estratégia do Brasil para reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas, que estabelece agendas concretas de ação de Mudança do Clima, colaborando com essa iniciativa do Plano de Resfriamento.”
Setor AVACR
O PNAR surge como uma estratégia intersetorial para promover o acesso ao resfriamento de forma eficiente, sustentável e socialmente justa. O setor de refrigeração está no centro desta agenda, que busca integrar:
- Eficiência Energética: Redução do consumo de energia em sistemas de climatização.
- Mitigação Climática: Substituição de fluidos refrigerantes por alternativas de baixo GWP (Global Warming Potential ou Potencial de Aquecimento Global).
- Soluções Sustentáveis: Incentivo a soluções baseadas na natureza (sombreamento, telhados verdes), arquitetura bioclimática, ventilação natural e infraestrutura verde para reduzir a carga térmica nas cidades.
Construção Participativa
A elaboração do PNAR ocorre de forma colaborativa, reunindo governo, academia, setor privado e sociedade civil. Para os profissionais e empresas do setor de refrigeração, o plano representa uma oportunidade de liderar a transição para tecnologias mais limpas e sistemas de alta performance.
Assista à íntegra do evento: Abertura do Processo de Elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento (PNAR Brasil) – YouTube
Por Susana Ferraz, assessora de Comunicação da GIZ para o PBH (jornalista responsável pelos conteúdos neste website e nas mídias sociais).
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